A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo contrariou a sazonalidade positiva do fim do ano e cresceu de 14,2% em setembro para 14,3% em outubro, de acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego, do Dieese e da Seade.

O contingente de desempregados na região chegou a 1,598 milhão de pessoas, 17 mil a mais que no mês anterior. O aumento ocorreu porque a geração de postos de trabalho, 24 mil, alta de 0,3% em relação a setembro, não foi suficiente para atender à demanda no período, refletida no avanço de 0,4% da população economicamente ativa, que ganhou 41 mil pessoas. A taxa de participação cresceu de 62,9% para 63,1%.

Entre os setores, a construção civil abriu 20 mil novas vagas na passagem de setembro para outubro, elevando o nível de emprego em 3%. Indústria de transformação e comércio fizeram 3 mil e 5 mil contratações, alta de 0,2% e 0,3%, respectivamente. Os serviços cortaram 25 mil postos (-0,5%).

O rendimento médio real dos trabalhadores ocupados na região diminuiu 1,3% em setembro, em relação a agosto, para R$ 1.860. O dos assalariados caiu 1,4% no período, para R$ 1.883. No confronto com agosto de 2014, o rendimento dos ocupados encolheu 10,4% e o dos assalariados recuou 9,4%.

A massa de rendimento dos ocupados caiu 1% e dos assalariados cedeu 1,7% na comparação com agosto. No confronto com o mesmo mês de 2014, a variável diminuiu 12,9% tanto entre os ocupados quanto entre os assalariados. Na pesquisa Dieese/Seade, os dados de renda são sempre do mês anterior ao do desemprego.

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