O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que a retomada da economia brasileira será “lenta, tijolo a tijolo”, em debate nesta segunda (1º) sobre as perspectivas da economia da América Latina, na sede do FMI, nos EUA.

Segundo Levy, o segundo semestre tem “bastante chance” de ser “mais favorável” para a economia brasileira se as “medidas necessárias forem tomadas com rapidez”. “Isso envolve a resposta do setor privado”, acrescentou.

Questionado sobre o porquê de o resto da América Latina estar crescendo mais que o Brasil, o ministro disse que é hora de focar mais “em reformas do lado da oferta”.

“Por bastante tempo, pensava-se que bastava apoiar a demanda, ter incentivos, mas isso não estava mais levando para a frente.” Agora, segundo ele, é hora “para os preços ficarem no lugar certo”.

Ele disse que é preciso facilitar o pagamento de impostos e voltou a falar de seu desejo em reformar o PIS-Cofins e o ICMS. Disse que o ICMS se tornou “uma trava para o crescimento”. “Não traz mais dinheiro para os governadores e faz com que as empresas não queiram investir.”

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