Estamos nos aproximando de mais uma eleição: neste ano, no cenário nacional, estarão em disputa todas as 513 cadeiras da Câmara dos Deputados e 54 das 81 vagas do Senado Federal — correspondendo a dois terços da Casa. Para São Paulo, cabem 70 deputados federais na representação estadual na Câmara, 2 senadores (das 3 que o Estado tem direito), além de 94 deputados estaduais na Assembleia Legislativa (Alesp), governador e o Presidente da República.

Para nós, trabalhadores, esse momento exige um voto consciente, estratégico e valorizado: vote em quem tem compromisso real com a classe trabalhadora e com cada um que luta diariamente.

Muitas vezes damos toda a atenção à escolha do Presidente da República, mas tão ou mais importante é definir os membros do Poder Legislativo, tanto no âmbito estadual quanto federal. É ele quem cria leis, aprova ou rejeita projetos, e também quem pode travar avanços ou provocar retrocessos na economia, na saúde, na educação, na tecnologia, no meio ambiente e em todos os setores que moldam a nossa vida.

Nesta eleição, temos a oportunidade única de renovar 100% da Câmara, dois terços do Senado e toda a Assembleia Legislativa paulista — oxigenando as instituições que decidem o rumo do nosso Estado e de todo o país. Esse colegiado detém grande parte do poder de decisão: é ele quem vai aprovar ou barrar políticas que mexem diretamente no seu bolso, nos seus direitos e na qualidade de vida da população.

Basta olhar para exemplos recentes para entender o quanto essa escolha pesa. Em São Paulo, assistimos a perdas graves: a privatização da Sabesp e a extinção da Furp, projetos defendidos pelo governo estadual e aprovados pela Alesp.

Os mesmos deputados que nós elegemos foram os que votaram por essas medidas: elas nos deixam mais vulneráveis diante de uma crise hídrica e ameaçam o acesso ao saneamento básico, além de eliminar uma indústria farmacêutica estratégica do Estado — que servia como referência para manter preços de medicamentos mais acessíveis, impedindo que eles chegassem a valores proibitivos para a maioria.

Na esfera federal, a luta para ampliar a isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física — que hoje beneficia quem ganha até R$ 5 mil, com previsão de chegar a R$ 7 mil — foi quase perdida por completo. Por quê? Porque grande parte dos parlamentares que ocupam o Congresso responde aos interesses do sistema financeiro e de grandes grupos econômicos, não aos do povo trabalhador.

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