O presidente estadunidense já tinha afirmado que a livre entrada de estrangeiros ameaça a segurança nacional

 
Por meio de uma proclamação publicada no site oficial da Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu antecipar em dois dias a proibição da entrada de brasileiros em território estadunidense. Assim, a decisão do republicano passa a valer a partir desta terça-feira (26).

No documento, os motivos para antecipar a proibição não foram esclarecidos. Na primeira proclamação, no domingo (24), que decidiu pelo bloqueio, no entanto, o governo dos Estados Unidos afirmou que o objetivo é reduzir a taxa de transmissão do novo coronavírus. Segundo a proclamação, a livre entrada de estrangeiros no país “ameaça a segurança de nosso sistema, infraestrutura de transporte e a segurança nacional”.

Nesse sentido, Trump decidiu pela proibição de estrangeiros que estiveram no Brasil por 14 dias antes do pedido de entrada nos Estados Unidos. Há exceções para certos grupos, como norte-americanos, cônjuges e filhos de norte-americanos. Não há prazo para o fim da proibição.

Antes mesmo da decisão, em uma coletiva de imprensa na Casa Branca, Trump afirmou que não quer “pessoas vindo para cá e infectando nosso povo. Também não quero que as pessoas fiquem doentes por lá. (…) O Brasil está tendo problemas, não há dúvida sobre isso”.

 
“Esperamos que [o bloqueio] seja temporário, mas, devido à situação no Brasil, tomaremos todas as medidas necessárias para proteger o povo americano”, afirmou em coletiva Robert O’Brien, assessor de Segurança Nacional do país.

A proibição, ainda de acordo com a proclamação, não afeta o livre fluxo de comércio entre os países, que “continua sendo uma prioridade para os Estados Unidos”, afirmou Trump no documento. Devido à pandemia de covid-19, Trump já havia determinado medidas semelhantes a cidadãos europeus, no início de março.

Pelo Twitter, no dia 24 de maio, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, retuitou mensagens do governo dos EUA que indicava a proibição de visitantes brasileiros e anunciava a doação de mil respiradores ao país. O ministro considerou a medida uma “parceria produtiva entre duas grandes democracias”.

 
Caroline Oliveira/Brasil de Fato