SindiQuímicos inicia mobilização para Campanha Salarial do Setor Químico 2021/22

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Updated: julho 28, 2021

O Sindicato dos Químicos de Guarulhos e Região – SindiQuímicos Guarulhos está em fase de preparação para o Seminário de Negociação da Campanha Salarial e Social do Setor Químico 2021/22.

Com data-base em 1º de novembro e apesar dos desafios com a crise sanitária, econômica e social que temos enfrentado desde o início da pandemia pela Covid-19 em 2021, os Químicos se preparam para mais uma Campanha Salarial.

Encabeçada pela Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo – FEQUIMFAR e com a participação da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Químico – CNTQ, a negociação trata das cláusulas econômicas – reajuste salarial, manutenção da Participação dos Lucros e/ou Resultados – PLR e piso salarial. As cláusulas sociais do setor tem vigência de 2 anos.

A negociação do Estado de São Paulo serve de parâmetro para outras negociações no País. Neste ano, temos um desafio ainda maior, como manter a data-base ativa e o poder de compra dos trabalhadores, bem como a manutenção de suas conquistas. Seguimos confiantes em defesa dos direitos dos trabalhadores.

Ao contrário do que o Governo tenta demonstrar a todo custo, desmoralizando décadas de lutas e conquistas, o Sindicato exerce como ninguém o papel de intermediário no diálogo entre a classe trabalhadora e os empregadores. Os avanços nos acordos e Convenções Coletivas com conquistas como adicional noturno, hora extraordinária, dentre outros, como foram proporcionados justamente pela ação e mobilização dos trabalhadores são importantes bandeiras de nossa luta de décadas e de resistência diante das adversidades. Então, a palavra de ordem é resistir.

No que pese algumas mudanças bruscas e abruptas desta relação entre trabalhador e empregador, a proposta das CCTs são elaboradas sob muitas composições em que o trabalhador precisa estar cada vez mais consciente de que é parte importante dessas discussões.

Diga não à precarização de mão de obra e a retirada de direitos.

 

Assembleias itinerantes

As assembleias itinerantes nas portas das fábricas estão sendo planejadas e pedem a participação de todos. Participem!

 

Setor Plástico de Guarulhos

Sem acordo com o Sindicato patronal para a renovação da CCT do setor Plástico em novembro do ano passado, o Sindicato dos Químicos de Guarulhos – SindiQuímicos iniciou com sucesso a negociação das cláusulas econômicas por empresas.

Ao longo deste ano, intensificamos as nossas negociações e acordos de PLR com diversas Indústrias Plásticas.

Neste sentido, a renovação dos acordos individuais está sendo ampliada com quase 90% de abrangência e já estamos discutindo as cláusulas coletivas. Inclusive, várias cláusulas sociais foram alteradas e muitas delas acrescentadas. Os acordos por empresa proporcionam ajustes e adequações nas discussões de cláusulas, de resolução de problemas e indicações de conquistas pontuais.

O SindiQuímicos segue investindo diálogo, na mobilização e fortalecimento da classe trabalhadora. Estamos unidos e iremos seguir lutando por seus direitos e novas e importantes conquistas.

Trabalhador: Mesmo em situação adversa, como a que estamos vivendo, atente-se para o direito de cada um de vocês e em caso de dúvidas, nos procure. Juntos somos mais fortes.

 

Retomada da produção, economia e cuidados com a saúde.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) prevê que o Brasil vai crescer 4,9% neste ano, em comparação com 2020. O dado foi revisto devido ao melhor desempenho da economia brasileira no primeiro trimestre. A expectativa anterior, projetada em março, era de expansão de 3%, no entanto, os impactos da segunda onda da pandemia sobre a atividade produtiva foram menores do que o esperado. Nesse cenário, o PIB industrial deve aumentar 6,9%, sendo que a indústria de transformação deve ficar 8,9% maior em relação ao ano passado.

O crescente aumento de juros e a alta de preços reduz o poder de compra e impacta o dia a dia dos trabalhadores. Energia elétrica, combustíveis, gás de cozinha e alimentos estão mais caros e dificultam o equilíbrio financeiro das famílias que vivem hoje uma crise sem precedentes.

 

Boas perspectivas

Importante salientar que este ano, temos um cenário diferente de 2020, afinal, com o índice crescente de pessoas imunizadas e com uma realidade de mobilidade seguindo para uma nova fase de adequação com as novas regras do distanciamento e protocolos sanitários do Plano São Paulo, a economia deve tomar um novo fôlego. Frise-se que quanto a nossa saúde, de nossos familiares e amigos, a situação atual ainda exige mais atenção e cuidado coletivo. Somos todos responsáveis por mantermos as recomendações de higiene e saúde feitas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como o uso de máscaras, higienização com o uso de álcool em gel em todos os ambientes, inclusive, no de trabalho, em objetos e Equipamentos de Uso Individual – EPI e de uso coletivo – EPC. Lembrando que a empresa, em atendimento as nossas Convenções Coletivas de Trabalho – CCT é obrigada a fornecê-los.

Assim, como a vacinação anual contra a influenza (gripe), pesquisadores ainda estudam se a vacinação contra a Covid-19 passará a integrar este calendário. Vacinar é um ato coletivo. Se o governo federal tivesse agido com responsabilidade e comprado às vacinas necessárias para iniciar a imunização da nossa população no último trimestre de 2020, hoje já teríamos uma situação sanitária e econômica bem melhor.

E nesse momento, em meio a uma grave crise em função do desemprego, o Conselho de Política Monetária do Banco Central (Copom) beneficia, mais uma vez, os bancos e os especuladores optando pelo reajuste em 0,75% da Selic, passando de 3,5% para 4,25% ao ano. Essa é a terceira vez consecutiva em que a equipe monetária aumenta a taxa básica de juros, causando um impacto no poder de compra do trabalhador, o que impacta negativamente qualquer possibilidade da retomada necessária da economia.

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