São Paulo está muito perto do ‘lockdown’, diz coordenador do comitê do coronavírus

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Updated: maio 14, 2020

Taxa de isolamento é insuficiente para conter avanço da doença, que já toma 87% das UTIs na região metropolitana da capital. Estado recebe metade dos respiradores

O coordenador do Centro de Contingência para o Coronavírus, Dimas Covas, afirmou nesta quarta-feira (13) que a região metropolitana de São Paulo está cada vez mais próxima de um lockdown. Os motivos são as altas taxas de contaminação pela covid-19 e de ocupação dos leitos de UTI que se aproxima de 90%.

O bloqueio total das atividades não essenciais deve ocorrer em função da baixa adesão ao isolamento, que, nos últimos dias, têm ficado abaixo do mínimo de 55%, na capital e em todo o estado. Outra região que preocupa é a Baixada Santista. Segundo Dimas Covas, é a segunda mais afetada pela pandemia, depois da Grande São Paulo. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, só nos primeiros dias de maio o número de casos cresceu quase 70% nas cidades da região.

O governo do estado prometeu repassar R$ 30 milhões para abertura de 350 novos leitos nas cidades de Santos, Praia Grande e Itanhanhém. Destes, 50 serão leitos de UTI.

Nesta quarta-feira (13), o número de casos de coronavírus passou dos 51 mil no estado de são Paulo, com a morte de 169 pessoas morreram nas últimas 24 horas. No total, 4.118 pessoas morreram vítimas da doença. Cerca de 9 mil pacientes continuam internadas, sendo mais de 3.700 em UTIs.

Respiradores: menos da metade
São Paulo vai receber menos da metade dos respiradores comprados na China. A aquisição de 3 mil respiradores pelo governo do estado foi anunciada em abril ao custo de US$ 100 milhões (quase R$ 600 milhões). Mas a compra foi bloqueada pela China, segundo o vice-governador, Rodrigo Garcia, que anunciou novo acordo para a entrega de 1.280 respiradores. Com o ajuste, o valor do contrato ficou em US$ 44 milhões, ou cerca de R$ 264 milhões.

Outras duas compras ainda estão em andamento. Um segundo lote de mil respiradores que também vem da China e outro de 250 respiradores adquirido de uma fábrica de São Paulo, que já começou a entregar os primeiros aparelhos. O estado também pediu outros 200 respiradores ao Ministério da Saúde.

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