Como os países no mundo estão lidando com a pandemia?

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Updated: maio 9, 2020

Nos EUA, o governo suspendeu execuções hipotecárias e despejos até o final de abril.

Essas novas iniciativas emergenciais aumentaram o plano proposto pela Casa Branca de injetar mais de US$ 1 trilhão na economia, projeto que está sendo negociado no Congresso. O programa inclui o envio de cheques de US$ 1.000 diretamente aos cidadãos mais vulneráveis, para aumentar o consumo.

 

Redução de taxas de juros para quase zero e injetou liquidez no valor de US$ 700 milhões no mercado com a compra de títulos do tesouro e hipotecários, anunciou que retomará seu programa de compra de dívida corporativa, implementado pela primeira vez durante a Grande Recessão de 2008.

 

O Reino Unido anunciou que garantirá US$ 400 bilhões em empréstimos garantidos pelo governo a empresas afetadas pela pandemia.

A medida representa cerca de 15% do Produto Interno Bruto do país. Também anunciou a suspensão de pagamentos de hipotecas por três meses para pessoas com dificuldades financeiras e a ingestão de bilhões em ajuda direta e subsídios a pequenas empresas, além de isenções fiscais por um ano.

 

A Espanha anunciou a mobilização de quase 20% do PIB para combater os efeitos econômicos da pandemia, com contribuições públicas e privadas. O Estado abriu uma linha de garantias disponíveis para as empresas mais afetadas.

 

Para ajudar as pessoas, o governo espanhol estabeleceu uma moratória sobre pagamentos de hipotecas, ajuda financeira a trabalhadores independentes e empresas com perdas graves, isenção de pagamentos à Previdência Social, suspensão do corte de água e serviço de internet para aqueles que não podem pagar e direcionar ajuda a famílias com menos recursos financeiros.

 

Na França, o plano econômico de emergência inclui a entrega imediata de recursos a trabalhadores e empresas, a implementação de garantias fiscais para empréstimos e medidas específicas para proteger as empresas ameaçadas, incluindo a estatização, se necessário.

 

O governo disponibilizou os benefícios aos trabalhadores autônomos e pagará por dois meses a remuneração dos funcionários parcialmente desempregados devido ao coronavírus. O plano também inclui um “fundo de solidariedade” para pequenas empresas cuja renda caiu substancialmente. Encargos e contribuições tributárias para empresas também serão diferidos, com a possibilidade de serem cancelados nos casos mais extremos.

 

 O governo italiano também anunciou a suspensão do pagamento de hipotecas, auxílio financeiro às empresas afetadas, entrega de dinheiro aos trabalhadores autônomos afetados, subsídios aos desempregados, suspensão temporária das obrigações fiscais para empresas e cidadãos, proibição de demissões por dois meses, extensão da licença parental e entrega de um bônus para que os pais que precisam trabalhar paguem pelo cuidado de seus filhos. A Alemanha surpreendeu os analistas ao se distanciar de seu tradicional dogma da disciplina orçamentária, anunciando medidas excepcionais.

 

O plano contempla a concessão de crédito “ilimitado” às empresas, por meio de garantias bancárias públicas aos empresários, para evitar a falência. Os empregadores também têm financiamento público para reduzir o número de horas que seus funcionários trabalham devido à queda na produção.  Todas as empresas, pequenas, médias e grandes, poderão acessar o auxílio. O plano também contempla o adiamento do pagamento de impostos.

 

América Latina

Na Argentina, o governo anunciou nesta semana aumentos nos subsídios para pessoas pobres, aposentados, mulheres desempregadas e grávidas em situações de vulnerabilidade. Também ordenou um investimento de US$ 1,5 bilhão em obras públicas, habitação e turismo, na tentativa de enfrentar as consequências econômicas da pandemia. As medidas incluem também a prestação de ajuda financeira e créditos a pequenas e médias empresas. Para enfrentar a crise, o México ajustará o orçamento do governo e vai expandir os programas sociais, como subsídios para idosos.

 

 

E o Brasil?

De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, os programas para combate à doença devem chegar a 1 trilhão de reais nas próximas semanas ou meses. Segundo ele, o déficit primário já está em 6% do Produto Interno Bruto. Certamente, que a decisão do Governo em fabricar esta quantia em trilhões de reais terá um impacto muito menor do que recorrer ao empréstimo no sistema financeiro e pagar os juros exorbitantes.

Desde que a pandemia chegou ao Brasil, o governo federal já anunciou o repasse de ao menos 20 bilhões de reais para o Ministério da Saúde reforçar o combate à doença. Até agora, já foram enviados 5 bilhões de reais. O governo também editou uma Medida Provisória que abriu um crédito extraordinário de 9,4 bilhões de reais para a pasta.

As promessas é que mais 4,6 bilhões de reais sejam transferidos do fundo do DPVAT e mais 2,3 bilhões de reais da verba que seria usada para a realização do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Esses dois montantes, no entanto, ainda não têm prazo para serem enviados.

Nas últimas semanas, o Ministério da Saúde também tem zerado as alíquotas de importação para mais de 100 produtos hospitalares, como máscaras, luvas e respiradores, este último essencial para casos graves da covid-19.

Já o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social anunciou que vai liberar 2 bilhões de reais em empréstimos para empresas privadas do setor de saúde. O programa visa à ampliação imediata da oferta de leitos emergenciais e de materiais e equipamentos médicos e hospitalares.

 

Medidas sociais

O governo liberou 600 reais durante três meses para trabalhadores informais, intermitentes inativos e microempreendedores individuais.

Segundo a pasta da Economia, essa renda básica emergencial será um dos maiores gastos públicos relacionados à doença e deve consumir 98,2 bilhões de reais.

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