Eleições 2018: Candidatos à Presidência da República Federativa do Brasil

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Updated: agosto 6, 2018

São Paulo – O prazo para a realização das convenções partidárias terminou neste domingo (5). Treze legendas confirmaram a indicação de candidatos à Presidência da República, na disputa marcada para 7 de outubro: PT, PSDB, PDT, Rede, Psol, PPL, PSTU, MDB, PSL, Podemos, Partido Novo, DC e Patriota.

O prazo para registro de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) termina no dia 15. As chapas registradas podem ser alteradas pelas legendas até 17 de setembro, ou 20 dias antes da realização do primeiro turno. Confira as chapas completas, as alianças e coligações que têm de ser informadas nesta segunda-feira (6) à Justiça eleitoral.

O horário eleitoral em rádio e TV estrá previsto para começar em 31 de agosto. Serão dois blocos fixos de 12 minutos e 30 segundos. O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, terá o maior tempo de exposição: 5 minutos e 32 segundos. O PT terá 2 minutos e 8 segundos, em cada bloco, segundo maior tempo.

 

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
A convenção nacional do PT escolheu, por aclamação, o nome de Luiz Inácio Lula da Silva para ser o candidato à Presidência. E confirmou Fernando Haddad como vice de Lula disputa pela Presidência da República na eleição de outubro. A direção do PT se reuniu também com a liderança do PCdoB, discutindo um acordo de coligação.

Manuela D’Ávila sai da disputa. E passaria a compor a chapa caso Lula venha a ser impedido. Assim, a chapa ainda poderia vir a ser Haddad-Manuela ou mesmo Lula-Manuela, caso a candidatura do ex-presidente seja ratificada – conforme defendem a ala majoritária do PT e os pareceres jurídicos de que dispõe a legenda.

O ex-presidente está preso em Curitiba, desde 7 de abril, após ter sido condenado em segunda instância no caso do triplex de Guarujá. Na convenção, o ator Sérgio Mamberti leu uma carta escrita por Lula, na qual afirma que “querem fazer uma eleição presidencial de cartas marcadas, excluindo o nome que está à frente na preferência popular em todas as pesquisas”.

O encontro também homologou o apoio, além do PCdoB, de PCO e Pros à candidatura do PT.

 

 

Ciro Gomes (PDT)
O PDT confirmou no dia 20 de julho a candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República, na convenção nacional que reuniu filiados do partido. Ciro terá como vice a senadora Kátia Abreu (TO). Esta é a terceira vez que Ciro Gomes disputa a Presidência da República: em 1998 e 2002, concorreu pelo PPS. Natural de Pindamonhangaba (SP), ele construiu carreira política no Ceará, onde foi prefeito de Fortaleza, eleito em 1988, e governador, eleito em 1990. Em 1994, assumiu o Ministério da Fazenda, no governo Itamar Franco (1992-1994), por indicação do PSDB, seu partido na época. Ciro foi ministro da Integração Nacional de 2003 a 2006, no governo Lula.
Guilherme Boulos (Psol)
O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, foi lançado no dia 21 de julho como candidato à Presidência da República pelo Psol, na convenção nacional em São Paulo. Também foi homologado o nome de Sônia Guajajara, representante do povo indígena, para vice-presidente.

 

Marina Silva (Rede)
A primeira convenção nacional da Rede confirmou, por aclamação, o nome Marina Silva como candidata da sigla à Presidência. O candidato a vice na chapa, o médico sanitarista Eduardo Jorge, do PV, também foi apresentado oficialmente no encontro. Marina entra na disputa pela terceira vez, depois de ficar em terceiro em 2010, pelo PV, e em 2014, pelo PSB. O registro formal da Rede só foi obtido no ano seguinte.

 

Geraldo Alckmin (PSDB)
O PSDB confirmou a candidatura do presidente do partido e ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin. Dos 290 votantes na convenção, 288 aprovaram a candidatura de Alckmin. Houve um voto contra e uma abstenção. A senadora Ana Amélia (PP-RS) é a vice na chapa.

No primeiro discurso como candidato, Alckmin disse que quer ser presidente para unir o país e recuperar a “dignidade roubada” dos brasileiros. Alckmin foi governador de São Paulo (2000-2006 e 2011-2018). Apoiou o golpe que destituiu Dilma Rousseff em 2016, e todas as medidas econômicas e reformas de Temer.

A coligação de Alckmin reúne um bloco denominado Centrão, que tem PP, PR, PTB, PPS, DEM, PRB, Solidariedade e PSD.
Jair Bolsonaro (PSL)
O deputado federal Jair Bolsonaro (RJ), 63 anos, foi confirmado no dia 22 de julho como candidato à Presidência da República. Ele anunciou o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB) como vice. Bolsonaro é deputado federal desde 1991.
Henrique Meirelles (MDB)
O MDB confirmou no dia 2 o nome do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles como candidato à Presidência da República. Seu vice será Germano Rigotto, ex-governador do Rio Grande do Sul.

Meirelles foi presidente do Banco Central de 2003 a 2009 (governo Lula) e assumiu o ministério da Fazenda após o golpe de 2016. Partiu de seu ministério a Emenda Constitucional (EC) 95, que prevê o congelamento de gastos públicos por até 20 anos. Para criar empregos, Meirelles disse que pretende “resgatar” a política econômica que ele mesmo apresentou.
Vera Lúcia (PSTU)
Em convenção nacional, o PSTU oficializou no dia 20 de julho a candidatura de Vera Lúcia à Presidência e de Hertz Dias como vice na chapa. A escolha foi feita por aclamação pelos filiados ao partido presentes na quadra do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, na zona leste da capital paulista. O PSTU decidiu que não fará nenhuma coligação para a disputa presidencial e nem alianças nas eleições estaduais.

 

João Vicente Goulart (PPL)
Filho do ex-presidente João Goulart, João Vicente Goulart, 61 anos, teve sua candidatura confirmada em convenção do PPL realizada neste domingo (5), em São Paulo. O vice será o jurista Léo da Silva Alves, do mesmo partido. No ano passado, João Vicente deixou o PDT, do qual foi um dos fundadores. Carrega a bandeira do trabalhismo e do nacionalismo. Foi deputado estadual no Rio Grande do Sul no início dos anos 1980.

 

Álvaro Dias (Podemos)
O senador Álvaro Dias foi escolhido pelos convencionais do Podemos para ser candidato à Presidência. A candidatura do parlamentar pelo Paraná foi oficializada em Curitiba. Na primeira fala como candidato, o ex-tucano anunciou que, se eleito, vai convidar o juiz Sérgio Moro para ministro da Justiça, e repetiu a promessa de “refundar a República”. Ele vai compor chapa com o ex-presidente do BNDES Paulo Rabello de Castro, cujo partido, o PSC, havia decidido lançar candidatura própria, mas desistiu em favor de uma aliança. Além do PSC, fazem parte da coligação até agora o PTC e o PRP.

 

Cabo Daciolo (Patriota)
A convenção nacional do Patriota oficializou a candidatura do deputado federal Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, o Cabo Daciolo. O evento ocorreu no município de Barrinha, no interior de São Paulo. O candidato foi escolhido por unanimidade. A candidata a vice escolhida foi Suelene Balduino Nascimento, do mesmo partido.

 

João Amoêdo (Partido Novo)
João Dionisio Amoêdo foi oficializado candidato à Presidência da República pelo Partido Novo durante convenção na capital paulista. O cientista político Christian Lohbauer foi escolhido como candidato a vice-presidente. Ligado ao mercado financeiro, Amoêdo foi dirigente do Citibank, Unibanco e Itaú-BBA, entre outros.

 

José Maria Eymael (DC)
O partido Democracia Cristã (DC) confirmou no dia 28 de julho, durante convenção na capital paulista, a candidatura de José Maria Eymael à Presidência da República, nas eleições de outubro, e do pastor da Assembleia de Deus Helvio Costa como vice.

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