Tamanho da safra de cana do Brasil é incerto por chuvas irregulares

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Updated: junho 25, 2018

Agentes do mercado de açúcar no Brasil estão discordando amplamente sobre o tamanho da safra de cana-de-açúcar 2018/19 no centro-sul, maior região produtora do mundo, já que o tempo errático dificulta as avaliações sobre como será encerrada a tempora

 

Agentes do mercado de açúcar no Brasil estão discordando amplamente sobre o tamanho da safra de cana-de-açúcar 2018/19 no centro-sul, maior região produtora do mundo, já que o tempo errático dificulta as avaliações sobre como será encerrada a temporada.

A previsão para a safra do centro-sul tem sido uma das polêmicas do mercado global de açúcar, depois de recentes revisões, que diminuíram a colheita em decorrência do nível de chuvas abaixo da média em importantes áreas, como o Estados de São Paulo.

Enquanto alguns participantes do mercado acreditam que a safra poderia diminuir ainda mais, outros veem uma tendência de recuperação, principalmente nas plantações de cana fora de São Paulo, que poderia evitar maiores cortes no volume geral produzido no centro-sul.

Estimativas para a moagem de cana variam em mais de 32 milhões de toneladas, da maior para a menor estimativa.

“Nós tivemos um tempo mais seco que o normal em São Paulo nos últimos meses, de fato. Mas (o tempo) foi normal no Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, por exemplo, então é difícil adivinhar (o tamanho final da safra)”, disse à Reuters Rui Chammas, presidente-executivo da Biosev, controlada pela trading Louis Dreyfus.

A Copersucar, que vende açúcar e etanol de 35 usinas associadas no centro-sul, projetou nesta semana produção de cana da região em 555 milhões de toneladas, a menor estimativa até o momento, acrescentando que pode fazer uma nova avaliação no fim deste mês.

O Estado do Paraná, que deve produzir 37 milhões de toneladas de cana, tem contado com um tempo melhor recentemente.

“Nós tivemos boas chuvas na semana passada, elas melhorarão as condições para a cana a ser colhida mais tarde na temporada”, disse Miguel Rubens Tranin, dirigente do grupo industrial local Alcopar, à Reuters.

Fabio Meneghin, analista chefe de açúcar e etanol da Agroconsult, disse que a consultoria está mantendo sua estimativa em 570 milhões de toneladas por enquanto.

“Nós sabemos que há perdas, mas algumas previsões parecem um pouco drásticas.”

Não está claro se outras regiões poderiam compensar as perdas em São Paulo.

“A situação em algumas áreas, como no norte de São Paulo, é crítico. Eu não lembro de ver um seca tão prolongada”, disse Vitor Campanelli, um grande produtor de cana e fornecedor do grupo francês Tereos no Brasil.

O Agriculture Weather Dashboard, do terminal Eikon da Thomson Reuters, não mostra chuvas na maior parte do Estado de São Paulo até dia 7 de julho.

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